Escola Estadual Carlos Góes- •© blog original ®•
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sexta-feira, 25 de maio de 2012
Como funciona um veto?
A presidente Dilma tem em suas mãos um projeto de lei que decidirá o futuro de nossas matas na região amazônica. Nós o povo temos pedido em todas as redes sociais que ela vete esse projeto.
Mas você sabe como funciona o veto? Click no link abaixo e veja como o veto funciona:
http://imagem.camara.gov.br/internet/midias/plen/swf/destaque_animado/veto/base.swf
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Pedofilia: Trauma Irreparável na Vida de Uma Criança.
O ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) tem como
finalidade proteger os pequenos. A sociedade em que vivemos reprova qualquer
atitude contraria a isso, existindo até enormes discursos e reações bastante
severas contra qualquer agressão, abuso sexual, dentre outros atos a crianças.
Mas infelizmente a cada dia que passa o número de casos de pedofilia é
exorbitante. Trazendo diversos transtornos psicológicos e que pode durar a vida
toda de uma criança que sofreu abuso sexual.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, a
pedofilia é definida como uma doença, distúrbio psicológico e desvio sexual. E
que hoje a pedofilia é uma categoria diagnosticada no manual de classificação
dos transtornos metais e de comportamento.
A pedofilia é caracterizada pela atração sexual de adultos
ou adolescentes por crianças, sendo de caráter homossexual ou heterossexual.
Mesmo que apenas exista o “simples” desejo sexual, sem necessariamente que haja
a prática sexual já se caracteriza pedofilia. E que até mesmo adolescentes de 16
ou 17 anos podem ser classificados como pedófilos, caso tenham preferência
sexual persistente ou predominante por crianças pelo menos cinco anos mais novas
do que a si próprio, ou seja, o pedófilo deve possuir 16 anos ou acima disso e
pelo menos cinco anos mais velho que a sua vítima. Vale ressaltar que só é
considerado crime, caso a vítima seja menor de 14 anos. De acordo com a OMS,
existem mais casos registrados de pedófilos do sexo masculino do que feminino,
apesar de que o número de casos envolvendo mulheres cometendo pedofilia tem
aumentado bastante nos últimos anos.
Na legislação brasileira não existe um crime
rotulado como pedofilia. Porém, as conseqüências desse comportamento pedófilo é
que são enquadrados como crime. Tais como:
- Atentado violento ao pudor: Que são as práticas de atos sensuais feitos mediante violência ou grave ameaça;
- Estupro: Violentar a criança ou adolescente sexualmente;
- Pornografia Infantil: Produzir, vender, distribuir ou publicar em qualquer meio de comunicação, inclusive na internet, imagens de pornografia ou cenas de sexo explícito envolvendo crianças e pré-adolescentes.
Assim como a internet é usada como entretenimento, busca de
informações, compras, a mesma se tornou um meio propicio para a prática da
pedofilia. Um relatório apresentado a ONU, mostrou que mais de 750 mil
predadores sexuais procuram suas vítimas na internet. O Fundo das Nações Unidas
para a Infância (Unicef) estima que existem mais de quatro milhões de sites na
internet com fotos de menores, inclusive crianças menores de dois anos.
Dessa forma, cabe aos pais ficarem de olhos abertos aos hábitos dos filhos,
procurando saber os contatos que estabelecem na rede, saber com quem conversam e
até mesmo estarem sempre olhando na tela o que fazem, afinal todo cuidado é
pouco. Já que os que praticam pedofilia seduzem muitas crianças, oferecendo
companhia, convidem para passear, enfim, inúmeras são as formas para
estabelecerem a aproximação.
O que mais choca qualquer ser humano de boa índole, são
casos que acontecem dentro de casa, com tios, primos e até pais. Como é o caso
de uma menina de 17 anos, que começou a ser abusada sexualmente pelo seu próprio
pai com apenas 8 anos de idade. E mais, revelou a psicóloga que era de praxe seu
pai abusá-la de várias formas, quando não tinha pessoas em sua residência e
falava que não deveria contar a ninguém, senão o ele deixaria de amá-la.
Dessa forma, todo cuidado é pouco! Você pode não
ver, mas a pedofilia pode estar acontecendo muitas vezes aonde menos se
imagina.
E caso você saiba de algum caso ou suspeite de
algo, denuncie! Pedofilia é CRIME!
Por telefone: Disque 100 – Disque Denúncia
Nacional de Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes. Discagem
gratuita em todo o território nacional.

sábado, 12 de maio de 2012
O amor formando auto-estima

A auto-estima começa a se desenvolver numa pessoa quando ela ainda é um bebê. Os cuidados e os carinhos vão mostrando a criança que ela é amada e cuidada. Nesse começo de vida, ela está aprendendo como é o mundo a sua volta e, conforme se desenvolve, vai descobrindo seu valora partir do valor que os outros lhe dão. É quando se forma a auto-estima essencial.
A auto-estima continua a se desenvolver conforme a pessoa se sente segura e capaz de realizar seus desejos e, futuramente, suas tarefas. É a auto-estima fundamental.
Para os pais, o amor incondicional que sentem pelos filhos está claro, mas para os filhos nem sempre esse amor é tão claro assim.
Toda criança se preocupa em agradar à mãe e ao pai e acredita que ao fazer isso estará garantindo o amor deles. Para ela, o sorriso de aprovação dos pais é amor, e a reprovação com um olhar sério ou uma bronca é não amor.
É importante que fique claro para a criança que, mesmo que a mãe e o pai reprovem determinadas atitudes dela, o amor que sentem por ela não está em jogo.
Para que a criança se sinta amada incondicionalmente, é necessário, acima de tudo, que seja respeitada.
Respeitar os filhos significa:
· Dar espaço para que tenha seus próprios sentimentos, sem por isso ser julgados, ajudando a expressá-los de maneira socialmente aceitável. Não é errado nem feio sentir raiva. O que pode ser reprovado é a expressão inadequada da raiva, como bater em alguém.
· Aceitá-los como são, mesmo que não correspondam às expectativas dos pais. Precisam ter os próprios sonhos, pois não nasceram para realizar os dos pais.
· Não os julgar por suas atitudes. Crianças erram muito, pois é assim que aprendem. Mãe e pai podem e devem julgar as atitudes, mas não os filhos. Se a atitude foi egoísta, o que deve ser mostrado é o egoísmo, mas não consagrá-lo dizendo “você é muito egoísta”. Frases do tipo “você é terrível” e “ você não tem jeito mesmo” ensinam à criança que ela é egoísta, terrível e não tem jeito mesmo. Portanto, essas “qualificações” passam a ser a sua identidade.
O respeito à criança lhe ensina que ela é amada não pelo que faz ou tem, mas pelo simples fato de existir. Sentindo-se amada,ela se sentirá segura para realizar seus desejos. Portanto deixá-la tentar, errar sem ser julgado, ter seu próprio ritmo, descobrir coisas permite à criança perceber que consegue realizar algumas conquistas. Falhar não significa uma catástrofe afetiva. Assim, a criança vai desenvolvendo a auto-estima, grande responsável por seu crescimento interno, e fortalecendo-se para ser feliz, mesmo que tenha de enfrentar contrariedades.
Alegria ou prazer adquiridos são logo digeridos e as crianças ficam à espera de receber mais alegrias ou prazeres. Quando não recebem, fazem birra, tornam-se infelizes. Portanto, esse método, além de não desenvolver a autoestima, cria muito mais dependência (de pessoas, de drogas), pois é dela que as pessoas passam a se alimentar para estar bem.
O que alimenta a autoestima é sentir-se amado incondicionalmente e também o prazer que a criança sente de ser capaz de fazer alguma coisa que dependa só dela. Não o prazer ganho. O filho desenvolve a autoestima quando brinca com o que ganhou, interage e cria novas brincadeiras; guarda o brinquedo dentro de si, sente sua falta e principalmente cuida dele. Crianças que ganham uma infinidade de brinquedos que mal conseguem guardar não têm como desenvolver autoestima suficiente para gerar felicidade.
O presente que vai alimentar a autoestima do filho é aquele que ele sente que merece. Sem dúvida, é muito prazeroso para os pais dar presentes que agradem aos filhos. Todos ficam contentes, os pais por dar e os filhos por receber. Mas o princípio educativo é que os filhos sejam pessoas felizes, e não simplesmente alegres. A alegria é passageira e a capacidade de ser feliz deve pertencer ao filho. O prazer do “sim” é muito mais verdadeiro e construtivo quando existe o “não”.
Se uma criança é aprovada porque os pais contrataram para ela um professor particular, o mérito da aprovação é dos pais. O filho pode até sentir prazer por ter sido aprovado, mas no fundo sabe que o mérito não foi todo seu. Isso diminui sua autoestima. Quando é aprovado porque estudou e se empenhou, sua auto-estima cresce. Ele adquire responsabilidade.
Uma dica importante aos pais: quando proibirem alguma coisa ao filho, encontrem outras que ele possa fazer. A simples proibição é paralisante. A educação é mobilizar a criatividade para o bem comum.
Tiba,Iami.Quem amaEduca.8ªed.SãoPaulo,Editora Gente-2002
Maneira de dizer as coisas
Uma sábia e conhecida anedota árabe diz que, certa feita, um sultão sonhou que havia perdido todos os dentes. Logo que despertou, mandou chamar um adivinho para que interpretasse seu sonho.
- Que desgraça, senhor! Exclamou o adivinho. - Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade.
- Mas que insolente - gritou o sultão, enfurecido. -Como te atreves a dizer-me semelhante coisa? Fora daqui!
Chamou os guardas e mandou que lhe dessem cem açoites. Mandou que trouxessem outro adivinho e lhe contou sobre o sonho. Este após ouvir o sultão com atenção, disse-lhe:
- Que desgraça, senhor! Exclamou o adivinho. - Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade.
- Mas que insolente - gritou o sultão, enfurecido. -Como te atreves a dizer-me semelhante coisa? Fora daqui!
Chamou os guardas e mandou que lhe dessem cem açoites. Mandou que trouxessem outro adivinho e lhe contou sobre o sonho. Este após ouvir o sultão com atenção, disse-lhe:
- Senhor! Grande felicidade vos está reservada. O sonho significa que haveis de sobreviver a todos os vossos parentes.
A fisionomia do sultão iluminou-se num sorriso, e ele mandou dar cem moedas de ouro ao segundo adivinho. E quando este saía do palácio, um dos cortesãos lhe disse admirado.
- Não é possível! A interpretação que você fez foi a mesma que o seu colega havia feito. Não entendo por que ao primeiro ele pagou com cem açoites e a você com cem moedas de ouro?
- Lembra-te meu amigo - respondeu o adivinho – que tudo depende da maneira de dizer…
A fisionomia do sultão iluminou-se num sorriso, e ele mandou dar cem moedas de ouro ao segundo adivinho. E quando este saía do palácio, um dos cortesãos lhe disse admirado.
- Não é possível! A interpretação que você fez foi a mesma que o seu colega havia feito. Não entendo por que ao primeiro ele pagou com cem açoites e a você com cem moedas de ouro?
- Lembra-te meu amigo - respondeu o adivinho – que tudo depende da maneira de dizer…
(Autor desconhecido)
“Desde os primórdios até hoje em dia a comunicação entre os homens é feita de forma precária. Ou se fala e não se entende ou se entende e não se fala.
Sabemos que em toda e qualquer circunstância a verdade deve ser falada, basta sabermos como falar. Se a lançarmos no rosto de alguém, pode ferir, provocando dor e revolta. Ela é como flecha, uma vez lançada pelo arco, não tem como fazê-la retornar. Mas, se a envolvemos em delicada embalagem e a oferecemos com ternura, certamente será aceita com facilidade.
Não pense que a embalagem é simplesmente uma ‘maquiagem’ da verdade. Não é. Nesse caso, é o carinho, a compreensão e, acima de tudo a vontade sincera de ajudar a pessoa a quem nos dirigimos. E o mais importante e mais sábio é quem antes de dizer aos outros o que julgamos ser verdade, dizê-la a nós mesmos. E, conforme seja a nossa reação, podemos seguir em frente ou deixar de lado o nosso intento. Importante mesmo é ter sempre em mente que o que fará a diferença é a maneira de dizer as coisas…”
No momento de educar, muitos pais apresentam dúvidas na maneira de se colocar diante dos filhos. Sendo assim, sugiro um pequeno vídeo para ampliar a nossa reflexão sobre o tema.
Grécia – Orientadora Educacional
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Tire suas dúvidas sobre o concurso, organize um método de estudo e garanta o emprego dos seus sonhos!
Reportagem: Bruna Borges
Edição: MdeMulher
Defina horários exclusivos para estudar - e
cumpra-os
Foto: Getty Images
Foto: Getty Images
Para não fazer parte da turma que "caiu de paraquedas" na prova, vá ao site da organizadora do concurso e faça as avaliações dos anos anteriores, crie uma rotina de estudos e, acredite, a vaga dos seus sonhos pode ser sua!
Encare o desafio hoje mesmo!
Respostas às dúvidas mais comuns de quem quer prestar concurso:1. Quando começar?
Assim que você decidir a carreira, inicie os estudos. Nem espere o edital ser lançado porque, em geral, o prazo entre a inscrição e a prova é muito curto. Estude o conteúdo cobrado em concursos anteriores e os reforçados no edital.
2. Como estudar?
Não há um método que funcione para todos. Há quem faça resumos do conteúdo pedido ou apenas o lê em voz alta. E existe ainda quem precisa de cursos presenciais, que podem ser caros, mas que valem o investimento.
3. Como organizar os estudos
· Defina horários exclusivos para estudar - e cumpra-os! Não deixe para estudar só quando já está cansada.
· Se faz cursos preparatórios, reserve a mesma quantidade de horas de aula presencial para estudar em casa e fixar o conteúdo.
· Estude em lugar calmo, sem interrupções. Vale mais pouco tempo de concentração que mais tempo cheio de pausas!
· Ao resolver os exercícios, dê atenção aos seus erros e tente entender o que está fazendo de errado para não repeti-los.
4. Por que ler o edital?
Além dos requisitos para a inscrição, nele você encontra informações sobre o cargo, como competências especiais, nível de escolaridade, salário etc. E, claro, o conteúdo que será cobrado na prova!
5. Como estudar a partir do edital?
Alguns concursos optam por indicar matérias como português ou matemática. Já outros informam apenas a bibliografia. O volume de informação costuma ser grande, por isso é importante que no momento da publicação do edital você já tenha estudado boa parte do conteúdo.
6. Descubra o que vai cair na prova
"Um erro comum é focar só no que está no edital e esquecer de se atualizar. A candidata deve acompanhar as novidades da carreira e as notícias do país", alerta Marco Antonio, professor de curso preparatório. No edital, veja se há indicação do peso de cada disciplina e concentre seus estudos nas que garantem mais pontos.
7. Preciso pagar para me inscrever?
Sim. A forma de pagamento da taxa está explicada no edital. É possível pedir isenção da taxa quando o candidato não tem condições financeiras de pagar, mas nem todos os editais dão o benefício.
8. Como saber se estou inscrita?
Fique de olho no site da organizadora do concurso. Ali dá para ver se sua inscrição foi confirmada e não apresentou nenhum problema. E atenção: informe corretamente seu endereço na inscrição, pois algumas organizadoras enviam avisos importantes pelos Correios!
9. Como sei que passei?
Após a prova, a organizadora publica no site o gabarito do concurso. E algum tempo depois, os aprovados. Se você identificar um erro na resolução da prova, reclame. A alternativa, chamada recurso administrativo, deve ser feita pela internet no prazo estabelecido pelo edital. Mas isso não é garantia de que será atendida. Em último caso, dá para entrar com ação na Justiça.
10. Fui aprovada, mas não fui chamada para trabalhar. E agora?
Em geral, isso ocorre quando um concurso é lançado para preencher um "cadastro de reserva", com vagas sobressalentes. Quando surgirem as vagas, o candidato é chamado. Outros concursos aprovam mais candidatos do que têm de vagas. Essa chamada pode ocorrer até dois anos após o resultado do concurso, prazo que pode ser adiado em até mais dois anos.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
1o. de Maio: Dia do Trabalhador
Na próxima semana teremos mais um feriado. Comemoraremos o Dia do trabalhador. Mas e vc? Sabe porque esse dia é comemorado?
Primeiro de Maio
(Angela de Castro Gomes)
O dia 1º de maio foi escolhido como Dia do Trabalho como forma
de assinalar e de lembrar as muitas e difíceis lutas que marcaram a história do
movimento dos trabalhadores no mundo. A data é uma homenagem aos trabalhadores
da cidade de Chicago que, nesse dia, em 1886, enfrentaram forte repressão
policial por reivindicarem melhores condições de trabalho e, especialmente, uma
jornada de oito horas. Nesse episódio houve trabalhadores mortos e presos que,
desde então, tornaram-se símbolos para todos os que desejavam se engajar na
mesma luta.
Em maio de 1888, precisamente no dia 13, uma lei
acabou com a escravidão no Brasil, o último país onde tal sistema de trabalho
ainda vigorava. A partir daí, a defesa de condições mais humanas de trabalho
começou a se desenhar mais fortemente no país, tendo que enfrentar a dura
herança de um passado escravista que marcou profundamente toda a sociedade
brasileira, na sua forma de tratar e de pensar seus trabalhadores. Essa luta foi
longa, difícil e ainda não terminou. O Primeiro de Maio existe para isso: para
ser tanto um dia de festa, pelo que se conseguiu, como de protesto, pelo que se
deseja ainda conseguir, quer no Brasil, quer em qualquer outro país. No Brasil,
alguns períodos são particularmente importantes para se entender esse dia.
É possível observar que, já no início do século XX, os trabalhadores brasileiros
passaram a assinalar o Primeiro de Maio com manifestações que ganhavam as ruas e
faziam demandas. No Rio de Janeiro, então capital da República, esses fatos
ocorreram, por exemplo, em 1906, pouco depois da realização de um I Congresso
Operário, onde a presença de trabalhadores anarquistas foi muito importante. Em
muitos outros anos, durante a chamada Primeira República, o Primeiro de Maio
seria um momento de reivindicar e de demonstrar a força dos trabalhadores
organizados em algumas cidades do país.
Nessa época, as lideranças do movimento operário realizavam meetings e
comícios para a propaganda de suas idéias e também organizavam boicotes e
greves, enfrentando o patronato e a polícia. As principais reivindicações eram a
jornada de oito horas de trabalho (quando se trabalhava de 10 a 12 horas por
dia), a abolição do trabalho infantil (crianças de seis anos eram operários) e a
proteção ao trabalho da mulher, entre as mais importantes. O Primeiro de Maio,
ensinavam as lideranças, não era dia de comemorar, mas de protestar e ganhar
aliados. Um dia para se valorizar o trabalho e os trabalhadores tão sem
direitos.
Uma das maiores manifestações de Primeiro de Maio ocorridas no Rio foi a de
1919, que uma militante anarquista, Elvira Boni, lembrou assim: "No Primeiro de
Maio de 1919 foi organizado um grande comício na praça Mauá. Da praça Mauá o
povo veio andando até o Monroe pela avenida Rio Branco, cantando o Hino dos
Trabalhadores, A Internacional, Os filhos do Povo, esses hinos. Não tinha
espaço para mais nada. Naquela época não havia microfone, então havia quatro
oradores falando ao mesmo tempo em pontos diferentes." Manifestações desse tipo
ainda ocorreram no início dos anos 1920, tendo como palco praças e ruas do
centro do Rio e de outras cidades do país. Depois escassearam, encerrando uma
experiência que, embora não muito bem sucedida em termos da conquista de
reivindicações, foi fundamental para o movimento operário.
De forma inteiramente diversa, outro período marcou a história
do Primeiro de Maio no Brasil. Foi o do Estado Novo, mais especificamente a
partir do ano de 1939, quando o Dia do Trabalho passou a ser comemorado no
estádio de futebol do Vasco da Gama, em São Januário, com a presença de
autoridades governamentais, com destaque para o presidente Getúlio Vargas. Nesse
momento, o presidente fazia um discurso e sempre anunciava uma nova medida de
seu governo que visava beneficiá-los. O salário mínimo, a Justiça do Trabalho e
a Consolidação das Leis do Trabalho (a CLT) são três bons exemplos do porte das
iniciativas que então eram ritualmente comunicadas ao público, invariavelmente
através do chamamento inicial: "Trabalhadores do Brasil!" Nesse momento, o
Primeiro de Maio se transformou numa festa, onde o presidente e os trabalhadores
se encontravam e se comunicavam pessoalmente, fechando simbolicamente um grande
conjunto de práticas centradas na elaboração e implementação de uma legislação
trabalhista para o país. Por isso, nessas oportunidades, os trabalhadores não
estavam nas ruas, nem faziam reivindicações como antes, mas recebiam o anúncio
de novas leis, o que efetivamente causava impacto, não sendo apenas efeito
retórico. Para se entender o fato, é preciso integrar esse acontecimento a uma
série de medidas acionadas anteriormente no campo do direito do trabalho, e que
tiveram início logo após o movimento de 1930, com a própria criação de um
ministério do Trabalho, Indústria e Comércio.
Dando um salto muito grande, outro período em que o Primeiro de Maio ganhou
relevo para a história do movimento sindical e para o país foi o dos últimos
anos da década de 1970. O Brasil vivia, mais uma vez, sob um regime autoritário,
mas o movimento sindical começava a recuperar sua capacidade de ação e de
reivindicação. Grandes comícios então se realizaram, sobretudo em São Paulo,
onde se protestava contra o "arrocho salarial" imposto aos trabalhadores, e se
denunciava o regime militar. Essa era grande bandeira e projeto do movimento
sindical: combater a ditadura militar e lutar por melhores salários e liberdade
de negociação.
E o Primeiro de Maio hoje? Certamente, ao longo de mais de cem anos, é bom reconhecer que tantas lutas não foram em vão. Os trabalhadores de todo o mundo conquistaram uma série de direitos e, em alguns países, tais direitos ganharam códigos de trabalho e também estão sancionados por constituições. Mas os direitos do trabalho, como quaisquer outros direitos, podem avançar ou recuar com o passar do tempo e com as pressões de grupos sociais organizados. Assim, nas décadas de 1980 e 1990, os trabalhadores brasileiros viveram um período em que se discutiu a "flexibilização" desses direitos. Trata-se de uma questão polêmica, ainda não resolvida, e que divide políticos, estudiosos do tema, lideranças do movimento sindical e trabalhadores.
O Primeiro de Maio sempre reacende o debate que tem em seu cerne a defesa de melhores condições de vida e de trabalho para todos aqueles que contribuem para a riqueza das nações. Por isso mesmo, é uma boa oportunidade para reflexões sobre o rumo que se deseja dar aos direitos do trabalho, direitos esses que fazem parte de um pacto social e cuja defesa esteve sempre nas mãos de organizações de trabalhadores. Pensar nesses direitos, no Brasil de hoje, é também pensar no que são essas organizações sindicais e no que se deseja para o futuro da sociedade brasileira.
Fonte: http://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/FatosImagens/PrimeiroMaio
Primeiro de Maio
(Angela de Castro Gomes)
O dia 1º de maio foi escolhido como Dia do Trabalho como forma
de assinalar e de lembrar as muitas e difíceis lutas que marcaram a história do
movimento dos trabalhadores no mundo. A data é uma homenagem aos trabalhadores
da cidade de Chicago que, nesse dia, em 1886, enfrentaram forte repressão
policial por reivindicarem melhores condições de trabalho e, especialmente, uma
jornada de oito horas. Nesse episódio houve trabalhadores mortos e presos que,
desde então, tornaram-se símbolos para todos os que desejavam se engajar na
mesma luta.
Em maio de 1888, precisamente no dia 13, uma lei
acabou com a escravidão no Brasil, o último país onde tal sistema de trabalho
ainda vigorava. A partir daí, a defesa de condições mais humanas de trabalho
começou a se desenhar mais fortemente no país, tendo que enfrentar a dura
herança de um passado escravista que marcou profundamente toda a sociedade
brasileira, na sua forma de tratar e de pensar seus trabalhadores. Essa luta foi
longa, difícil e ainda não terminou. O Primeiro de Maio existe para isso: para
ser tanto um dia de festa, pelo que se conseguiu, como de protesto, pelo que se
deseja ainda conseguir, quer no Brasil, quer em qualquer outro país. No Brasil,
alguns períodos são particularmente importantes para se entender esse dia.
É possível observar que, já no início do século XX, os trabalhadores brasileiros
passaram a assinalar o Primeiro de Maio com manifestações que ganhavam as ruas e
faziam demandas. No Rio de Janeiro, então capital da República, esses fatos
ocorreram, por exemplo, em 1906, pouco depois da realização de um I Congresso
Operário, onde a presença de trabalhadores anarquistas foi muito importante. Em
muitos outros anos, durante a chamada Primeira República, o Primeiro de Maio
seria um momento de reivindicar e de demonstrar a força dos trabalhadores
organizados em algumas cidades do país.
Nessa época, as lideranças do movimento operário realizavam meetings e
comícios para a propaganda de suas idéias e também organizavam boicotes e
greves, enfrentando o patronato e a polícia. As principais reivindicações eram a
jornada de oito horas de trabalho (quando se trabalhava de 10 a 12 horas por
dia), a abolição do trabalho infantil (crianças de seis anos eram operários) e a
proteção ao trabalho da mulher, entre as mais importantes. O Primeiro de Maio,
ensinavam as lideranças, não era dia de comemorar, mas de protestar e ganhar
aliados. Um dia para se valorizar o trabalho e os trabalhadores tão sem
direitos.
Uma das maiores manifestações de Primeiro de Maio ocorridas no Rio foi a de
1919, que uma militante anarquista, Elvira Boni, lembrou assim: "No Primeiro de
Maio de 1919 foi organizado um grande comício na praça Mauá. Da praça Mauá o
povo veio andando até o Monroe pela avenida Rio Branco, cantando o Hino dos
Trabalhadores, A Internacional, Os filhos do Povo, esses hinos. Não tinha
espaço para mais nada. Naquela época não havia microfone, então havia quatro
oradores falando ao mesmo tempo em pontos diferentes." Manifestações desse tipo
ainda ocorreram no início dos anos 1920, tendo como palco praças e ruas do
centro do Rio e de outras cidades do país. Depois escassearam, encerrando uma
experiência que, embora não muito bem sucedida em termos da conquista de
reivindicações, foi fundamental para o movimento operário.
De forma inteiramente diversa, outro período marcou a história
do Primeiro de Maio no Brasil. Foi o do Estado Novo, mais especificamente a
partir do ano de 1939, quando o Dia do Trabalho passou a ser comemorado no
estádio de futebol do Vasco da Gama, em São Januário, com a presença de
autoridades governamentais, com destaque para o presidente Getúlio Vargas. Nesse
momento, o presidente fazia um discurso e sempre anunciava uma nova medida de
seu governo que visava beneficiá-los. O salário mínimo, a Justiça do Trabalho e
a Consolidação das Leis do Trabalho (a CLT) são três bons exemplos do porte das
iniciativas que então eram ritualmente comunicadas ao público, invariavelmente
através do chamamento inicial: "Trabalhadores do Brasil!" Nesse momento, o
Primeiro de Maio se transformou numa festa, onde o presidente e os trabalhadores
se encontravam e se comunicavam pessoalmente, fechando simbolicamente um grande
conjunto de práticas centradas na elaboração e implementação de uma legislação
trabalhista para o país. Por isso, nessas oportunidades, os trabalhadores não
estavam nas ruas, nem faziam reivindicações como antes, mas recebiam o anúncio
de novas leis, o que efetivamente causava impacto, não sendo apenas efeito
retórico. Para se entender o fato, é preciso integrar esse acontecimento a uma
série de medidas acionadas anteriormente no campo do direito do trabalho, e que
tiveram início logo após o movimento de 1930, com a própria criação de um
ministério do Trabalho, Indústria e Comércio.
Dando um salto muito grande, outro período em que o Primeiro de Maio ganhou
relevo para a história do movimento sindical e para o país foi o dos últimos
anos da década de 1970. O Brasil vivia, mais uma vez, sob um regime autoritário,
mas o movimento sindical começava a recuperar sua capacidade de ação e de
reivindicação. Grandes comícios então se realizaram, sobretudo em São Paulo,
onde se protestava contra o "arrocho salarial" imposto aos trabalhadores, e se
denunciava o regime militar. Essa era grande bandeira e projeto do movimento
sindical: combater a ditadura militar e lutar por melhores salários e liberdade
de negociação.
E o Primeiro de Maio hoje? Certamente, ao longo de mais de cem anos, é bom reconhecer que tantas lutas não foram em vão. Os trabalhadores de todo o mundo conquistaram uma série de direitos e, em alguns países, tais direitos ganharam códigos de trabalho e também estão sancionados por constituições. Mas os direitos do trabalho, como quaisquer outros direitos, podem avançar ou recuar com o passar do tempo e com as pressões de grupos sociais organizados. Assim, nas décadas de 1980 e 1990, os trabalhadores brasileiros viveram um período em que se discutiu a "flexibilização" desses direitos. Trata-se de uma questão polêmica, ainda não resolvida, e que divide políticos, estudiosos do tema, lideranças do movimento sindical e trabalhadores.
O Primeiro de Maio sempre reacende o debate que tem em seu cerne a defesa de melhores condições de vida e de trabalho para todos aqueles que contribuem para a riqueza das nações. Por isso mesmo, é uma boa oportunidade para reflexões sobre o rumo que se deseja dar aos direitos do trabalho, direitos esses que fazem parte de um pacto social e cuja defesa esteve sempre nas mãos de organizações de trabalhadores. Pensar nesses direitos, no Brasil de hoje, é também pensar no que são essas organizações sindicais e no que se deseja para o futuro da sociedade brasileira.
Fonte: http://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/FatosImagens/PrimeiroMaio
sexta-feira, 20 de abril de 2012
22 de Abril - Dia da Terra
Vamos conservar nosso planeta!
O dia Mundial da Terra é comemorado no dia 22 de abril. A data surgiu nos Estados Unidos na década de 70 quando o senador Gaylord Nelson organizou o primeiro protesto nacional contra a poluição. Mas foi só a partir da década de 90 que a data se internacionalizou, ou seja, outros países também passaram a celebrar a data.
Aproveite esta época para fazer alguma coisa boa para o planeta mãe Terra, como plantar uma muda, convocar os amigos para ajudar a coletar o lixo da praça ou parque que você frequenta, colocar lixeiras perto dos rios para evitar lixo nos córregos e muito mais pode ser feito. O importante é passar a mensagem da importância de cuidar do nosso planeta, afinal esta é a nossa casa.
Por coincidência hoje também celebramos o descobrimento do Brasil, quando os portugueses desembarcaram em terra tiveram o primeiro contato com os índios. Os portugueses estranharam muitos dos hábitos indígenas como o fato de andarem nus! Já que o calor do clima tropical é intenso as peças utilizadas funcionavam mais como adornos, o que contrastou muito com as roupas pesadas dos europeus devido ao clima mais frio e ameno.
Apesar do choque entre culturas, os índios ensinaram muito aos europeus. Os índios viviam e vivem em harmonia com a natureza, respeitam a mata, valorizam os bichos e são profundo conhecedores da flora onde vivem, inclusive utilizam como medicamentos diversos tipos de plantas.
Que tal aprendermos um pouco mais sobre os índios brasileiros tenho certeza que encontraremos dicas de como cuidar melhor da nossa Mãe Terra!
Curiosidades sobre a Terra:
- Tem em torno de 4,5 bilhões de anos
- Tem 510,3 milhões de km2 de área total
- Aproximadamente 97% da superfície da Terra é composta por água
- O ponto mais alto da Terra é o Everest no Nepal - China com aproximadamente 8.800 metros
- A população humana atual da Terra é de aproximadamente 6 bilhões
terça-feira, 17 de abril de 2012
Bullyng na escola
Novamente vamos tratar em nosso blog de um tema polêmico mas que vem sendo enfrentado todos os dias no nosso ambiente escolar: O bullyna escola.
Essa reportagem foi tirada da Revista Nova Escola Online. Boa Leitura a todos e todas.
1. O que é bullying? Confira a definição:
Bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. O termo bullying tem origem na palavra inglesa bully, que significa valentão, brigão. Mesmo sem uma denominação em português, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato.
"É uma das formas de violência que mais cresce no mundo", afirma Cléo Fante, educadora e autora do livro Fenômeno Bullying: Como Prevenir a Violência nas Escolas e Educar para a Paz (224 págs., Ed. Verus, tel. (19) 4009-6868 begin_of_the_skype_highlighting (19) 4009-6868 end_of_the_skype_highlighting ). Segundo a especialista, o bullying pode ocorrer em qualquer contexto social, como escolas, universidades, famílias, vizinhança e locais de trabalho. O que, à primeira vista, pode parecer um simples apelido inofensivo pode afetar emocional e fisicamente o alvo da ofensa.
Além de um possível isolamento ou queda do rendimento escolar, crianças e adolescentes que passam por humilhações racistas, difamatórias ou separatistas podesm apresentar doenças psicossomáticas e sofrer de algum tipo de trauma que influencie traços da personalidade. Em alguns casos extremos, o bullying chega a afetar o estado emocional do jovem de tal maneira que ele opte por soluções trágicas, como o suicídio.
2. O que não é bullying?
Discussões ou brigas pontuais não são bullying. Conflitos entre professor e aluno ou aluno e gestor também não são considerados bullying. Para que seja bullying, é necessário que a agressão ocorra entre pares (colegas de classe ou de trabalho, por exemplo). Todo bullying é uma agressão, mas nem toda a agressão é classificada como bullying.
Para Telma Vinha, doutora em Psicologia Educacional e professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), para ser dada como bullying, a agressão física ou moral deve apresentar quatro características: a intenção do autor em ferir o alvo, a repetição da agressão, a presença de um público espectador e a concordância do alvo com relação à ofensa. ''Quando o alvo supera o motivo da agressão, ele reage ou ignora, desmotivando a ação do autor'', explica a especialista.
3. O bullying é um fenômeno recente?
Não. O bullying sempre existiu. No entanto, o primeiro a relacionar a palavra a um fenômeno foi Dan Olweus, professor da Universidade da Noruega, no fim da década de 1970. Ao estudar as tendências suicidas entre adolescentes, o pesquisador descobriu que a maioria desses jovens tinha sofrido algum tipo de ameaça e que, portanto, o bullying era um mal a combater.
A popularidade do fenômeno cresceu com a influência dos meios eletrônicos, como a internet e as reportagens na televisão, pois os apelidos pejorativos e as brincadeiras ofensivas foram tomando proporções maiores. "O fato de ter consequências trágicas - como mortes e suicídios - e a impunidade proporcionaram a necessidade de se discutir de forma mais séria o tema", aponta Guilherme Schelb, procurador da República e autor do livro Violência e Criminalidade Infanto-Juvenil (164 págs., Thesaurus Editora tel. (61) 3344-3738 begin_of_the_skype_highlighting (61) 3344-3738 end_of_the_skype_highlighting).
4. O que leva o autor do bullying a praticá-lo?
Querer ser mais popular, sentir-se poderoso e obter uma boa imagem de si mesmo. Isso tudo leva o autor do bullying a atingir o colega com repetidas humilhações ou depreciações. É uma pessoa que não aprendeu a transformar sua raiva em diálogo e para quem o sofrimento do outro não é motivo para ele deixar de agir. Pelo contrário, sente-se satisfeito com a opressão do agredido, supondo ou antecipando quão dolorosa será aquela crueldade vivida pela vítima.
''O autor não é assim apenas na escola. Normalmente ele tem uma relação familiar na qual tudo se resolve pela violência verbal ou física e ele reproduz isso no ambiente escolar'', explica o médico pediatra Lauro Monteiro Filho, fundador da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia).
Sozinha, a escola não consegue resolver o problema, mas é normalmente nesse ambiente que se demonstram os primeiros sinais de um praticante de bullying. "A tendência é que ele seja assim por toda a vida, a menos que seja tratado", diz.
5. O espectador também participa do bullying?
Sim. O espectador é um personagem fundamental no bullying. É comum pensar que há apenas dois envolvidos no conflito: o autor e o alvo. Mas os especialistas alertam para um terceiro personagem responsável pela continuidade do conflito.
O espectador típico é uma testemunha dos fatos, pois não sai em defesa da vítima nem se junta aos autores. Quando recebe uma mensagem, não repassa. Essa atitude passiva pode ocorrer por medo de também ser alvo de ataques ou por falta de iniciativa para tomar partido.
Os que atuam como plateia ativa ou como torcida, reforçando a agressão, rindo ou dizendo palavras de incentivo também são considerados espectadores. Eles retransmitem imagens ou fofocas. Geralmente, estão acostumados com a prática, encarando-a como natural dentro do ambiente escolar. ''O espectador se fecha aos relacionamentos, se exclui porque ele acha que pode sofrer também no futuro.
Se for pela internet, por exemplo, ele apenas repassa a informação. Mas isso o torna um coautor'', explica a pesquisadora Cléo Fante, educadora e autora do livro Fenômeno Bullying: Como Prevenir a Violência nas Escolas e Educar para a Paz (224 págs., Ed. Verus, tel. (19) 4009-6868 begin_of_the_skype_highlighting (19) 4009-6868 end_of_the_skype_highlighting).
6. Quais são as consequências para o aluno que é alvo de bullying?
O aluno que sofre bullying, principalmente quando não pede ajuda, enfrenta medo e vergonha de ir à escola. Pode querer abandonar os estudos, não se achar bom para integrar o grupo e apresentar baixo rendimento.
Uma pesquisa da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia) revela que 41,6% das vítimas nunca procuraram ajuda ou falaram sobre o problema, nem mesmo com os colegas.
As vítimas chegam a concordar com a agressão, de acordo com Luciene Tognetta, doutora em Psicologia Escolar e pesquisadora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinhas (Unicamp). O discurso deles segue no seguinte sentido: "Se sou gorda, por que vou dizer o contrário?"
Aqueles que conseguem reagir podem alternar momentos de ansiedade e agressividade. Para mostrar que não são covardes ou quando percebem que seus agressores ficaram impunes, os alvos podem escolher outras pessoas mais indefesas e passam a provocá-las, tornando-se alvo e agressor ao mesmo tempo.
7. O que é pior: o bullying com agressão física ou o bullying com agressão moral?
Ambas as agressões são graves e têm danos nocivos ao alvo do bullying. Por ter consequências imediatas e facilmente visíveis, a violência física muitas vezes é considerada mais grave do que um xingamento ou uma fofoca.
''A dificuldade que a escola encontra é justamente porque o professor também vê uma blusa rasgada ou um material furtado como algo concreto. Não percebe que a uma exclusão, por exemplo, é tão dolorida quanto ou até mais'', explica Telma Vinha, doutora em Psicologia Educacional e professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Os jovens também podem repetir esse mesmo raciocínio e a escola deve permanecer alerta aos comportamentos moralmente abusivos.
O professor pode identificar os atores do bullying: autores, espectadores e alvos. Claro que existem as brincadeiras entre colegas no ambiente escolar. Mas é necessário distinguir o limiar entre uma piada aceitável e uma agressão. "Isso não é tão difícil como parece. Basta que o professor se coloque no lugar da vítima. O apelido é engraçado? Mas como eu me sentiria se fosse chamado assim?", orienta o pediatra Lauro Monteiro Filho.
Veja os conselhos dos especialistas Cléo Fante e José Augusto Pedra, autores do livro Bullying Escolar (132 págs., Ed. Artmed, tel; 0800 703 3444 begin_of_the_skype_highlighting 0800 703 3444 end_of_the_skype_highlighting):
- Incentivar a solidariedade, a generosidade e o respeito às diferenças por meio de conversas, campanhas de incentivo à paz e à tolerância, trabalhos didáticos, como atividades de cooperação e interpretação de diferentes papéis em um conflito;
- Desenvolver em sala de aula um ambiente favorável à comunicação entre alunos;
- Quando um estudante reclamar de algo ou denunciar o bullying, procurar imediatamente a direção da escola.
2 - Qual o papel do professor em conflitos fora da sala de aula?
O professor é um exemplo fundamental de pessoa que não resolve conflitos com a violência. Não adianta, porém, pensar que o bullying só é problema dos educadores quando ocorre do portão para dentro. É papel da escola construir uma comunidade na qual todas as relações são respeitosas.
''Deve-se conscientizar os pais e os alunos sobre os efeitos das agressões fora do ambiente escolar, como na internet, por exemplo'', explica Adriana Ramos, pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenadora do curso de pós-graduação ''As relações interpessoais na escola e a construção da autonomia moral'', da Universidade de Franca (Unifran).
''A intervenção da escola também precisa chegar ao espectador, o agente que aplaude a ação do autor é fundamental para a ocorrência da agressão'', complementa a especialista.
A Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia) sugere as seguintes atitudes para um ambiente saudável na escola:
- Conversar com os alunos e escutar atentamente reclamações ou sugestões;
- Estimular os estudantes a informar os casos;
- Reconhecer e valorizar as atitudes da garotada no combate ao problema;
- Criar com os estudantes regras de disciplina para a classe em coerência com o regimento escolar;
- Estimular lideranças positivas entre os alunos, prevenindo futuros casos;
- Interferir diretamente nos grupos, o quanto antes, para quebrar a dinâmica do bullying.
Todo ambiente escolar pode apresentar esse problema. "A escola que afirma não ter bullying ou não sabe o que é ou está negando sua existência", diz o pediatra Lauro Monteiro Filho, fundador da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia). O primeiro passo é admitir que a escola é um local passível de bullying. Deve-se também informar professores e alunos sobre o que é o problema e deixar claro que o estabelecimento não admitirá a prática.
"A escola não deve ser apenas um local de ensino formal, mas também de formação cidadã, de direitos e deveres, amizade, cooperação e solidariedade. Agir contra o bullying é uma forma barata e eficiente de diminuir a violência entre estudantes e na sociedade", afirma o pediatra.
2 - Como agir com os alunos envolvidos em um caso de bullying?
O foco deve se voltar para a recuperação de valores essenciais, como o respeito pelo que o alvo sentiu ao sofrer a violência. A escola não pode legitimar a atuação do autor da agressão nem humilhá-lo ou puni-lo com medidas não relacionadas ao mal causado, como proibi-lo de frequentar o intervalo.
Já o alvo precisa ter a autoestima fortalecida e sentir que está em um lugar seguro para falar sobre o ocorrido. "Às vezes, quando o aluno resolve conversar, não recebe a atenção necessária, pois a escola não acha o problema grave e deixa passar", alerta Aramis Lopes, presidente do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade Brasileira de Pediatria.
Ainda é preciso conscientizar o espectador do bullying, que endossa a ação do autor. ''Trazer para a aula situações hipotéticas, como realizar atividades com trocas de papéis, são ações que ajudam a conscientizar toda a turma.
A exibição de filmes que retratam o bullying, como ''As melhores coisas do mundo'' (Brasil, 2010), da cineasta Laís Bodanzky, também ajudam no trabalho. A partir do momento em que a escola fala com quem assiste à violência, ele para de aplaudir e o autor perde sua fama'', explica Adriana Ramos, pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenadora do curso de pós-graduação ''As relações interpessoais na escola e a construção da autonomia moral'', da Universidade de Franca (Unifran).
Essa reportagem foi tirada da Revista Nova Escola Online. Boa Leitura a todos e todas.
1. O que é bullying? Confira a definição:
Bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. O termo bullying tem origem na palavra inglesa bully, que significa valentão, brigão. Mesmo sem uma denominação em português, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato.
"É uma das formas de violência que mais cresce no mundo", afirma Cléo Fante, educadora e autora do livro Fenômeno Bullying: Como Prevenir a Violência nas Escolas e Educar para a Paz (224 págs., Ed. Verus, tel. (19) 4009-6868 begin_of_the_skype_highlighting (19) 4009-6868 end_of_the_skype_highlighting ). Segundo a especialista, o bullying pode ocorrer em qualquer contexto social, como escolas, universidades, famílias, vizinhança e locais de trabalho. O que, à primeira vista, pode parecer um simples apelido inofensivo pode afetar emocional e fisicamente o alvo da ofensa.
Além de um possível isolamento ou queda do rendimento escolar, crianças e adolescentes que passam por humilhações racistas, difamatórias ou separatistas podesm apresentar doenças psicossomáticas e sofrer de algum tipo de trauma que influencie traços da personalidade. Em alguns casos extremos, o bullying chega a afetar o estado emocional do jovem de tal maneira que ele opte por soluções trágicas, como o suicídio.
2. O que não é bullying?
Discussões ou brigas pontuais não são bullying. Conflitos entre professor e aluno ou aluno e gestor também não são considerados bullying. Para que seja bullying, é necessário que a agressão ocorra entre pares (colegas de classe ou de trabalho, por exemplo). Todo bullying é uma agressão, mas nem toda a agressão é classificada como bullying.
Para Telma Vinha, doutora em Psicologia Educacional e professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), para ser dada como bullying, a agressão física ou moral deve apresentar quatro características: a intenção do autor em ferir o alvo, a repetição da agressão, a presença de um público espectador e a concordância do alvo com relação à ofensa. ''Quando o alvo supera o motivo da agressão, ele reage ou ignora, desmotivando a ação do autor'', explica a especialista.
3. O bullying é um fenômeno recente?
Não. O bullying sempre existiu. No entanto, o primeiro a relacionar a palavra a um fenômeno foi Dan Olweus, professor da Universidade da Noruega, no fim da década de 1970. Ao estudar as tendências suicidas entre adolescentes, o pesquisador descobriu que a maioria desses jovens tinha sofrido algum tipo de ameaça e que, portanto, o bullying era um mal a combater.
A popularidade do fenômeno cresceu com a influência dos meios eletrônicos, como a internet e as reportagens na televisão, pois os apelidos pejorativos e as brincadeiras ofensivas foram tomando proporções maiores. "O fato de ter consequências trágicas - como mortes e suicídios - e a impunidade proporcionaram a necessidade de se discutir de forma mais séria o tema", aponta Guilherme Schelb, procurador da República e autor do livro Violência e Criminalidade Infanto-Juvenil (164 págs., Thesaurus Editora tel. (61) 3344-3738 begin_of_the_skype_highlighting (61) 3344-3738 end_of_the_skype_highlighting).
4. O que leva o autor do bullying a praticá-lo?
Querer ser mais popular, sentir-se poderoso e obter uma boa imagem de si mesmo. Isso tudo leva o autor do bullying a atingir o colega com repetidas humilhações ou depreciações. É uma pessoa que não aprendeu a transformar sua raiva em diálogo e para quem o sofrimento do outro não é motivo para ele deixar de agir. Pelo contrário, sente-se satisfeito com a opressão do agredido, supondo ou antecipando quão dolorosa será aquela crueldade vivida pela vítima.
''O autor não é assim apenas na escola. Normalmente ele tem uma relação familiar na qual tudo se resolve pela violência verbal ou física e ele reproduz isso no ambiente escolar'', explica o médico pediatra Lauro Monteiro Filho, fundador da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia).
Sozinha, a escola não consegue resolver o problema, mas é normalmente nesse ambiente que se demonstram os primeiros sinais de um praticante de bullying. "A tendência é que ele seja assim por toda a vida, a menos que seja tratado", diz.
5. O espectador também participa do bullying?
Sim. O espectador é um personagem fundamental no bullying. É comum pensar que há apenas dois envolvidos no conflito: o autor e o alvo. Mas os especialistas alertam para um terceiro personagem responsável pela continuidade do conflito.
O espectador típico é uma testemunha dos fatos, pois não sai em defesa da vítima nem se junta aos autores. Quando recebe uma mensagem, não repassa. Essa atitude passiva pode ocorrer por medo de também ser alvo de ataques ou por falta de iniciativa para tomar partido.
Os que atuam como plateia ativa ou como torcida, reforçando a agressão, rindo ou dizendo palavras de incentivo também são considerados espectadores. Eles retransmitem imagens ou fofocas. Geralmente, estão acostumados com a prática, encarando-a como natural dentro do ambiente escolar. ''O espectador se fecha aos relacionamentos, se exclui porque ele acha que pode sofrer também no futuro.
Se for pela internet, por exemplo, ele apenas repassa a informação. Mas isso o torna um coautor'', explica a pesquisadora Cléo Fante, educadora e autora do livro Fenômeno Bullying: Como Prevenir a Violência nas Escolas e Educar para a Paz (224 págs., Ed. Verus, tel. (19) 4009-6868 begin_of_the_skype_highlighting (19) 4009-6868 end_of_the_skype_highlighting).
6. Quais são as consequências para o aluno que é alvo de bullying?
O aluno que sofre bullying, principalmente quando não pede ajuda, enfrenta medo e vergonha de ir à escola. Pode querer abandonar os estudos, não se achar bom para integrar o grupo e apresentar baixo rendimento.
Uma pesquisa da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia) revela que 41,6% das vítimas nunca procuraram ajuda ou falaram sobre o problema, nem mesmo com os colegas.
As vítimas chegam a concordar com a agressão, de acordo com Luciene Tognetta, doutora em Psicologia Escolar e pesquisadora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinhas (Unicamp). O discurso deles segue no seguinte sentido: "Se sou gorda, por que vou dizer o contrário?"
Aqueles que conseguem reagir podem alternar momentos de ansiedade e agressividade. Para mostrar que não são covardes ou quando percebem que seus agressores ficaram impunes, os alvos podem escolher outras pessoas mais indefesas e passam a provocá-las, tornando-se alvo e agressor ao mesmo tempo.
7. O que é pior: o bullying com agressão física ou o bullying com agressão moral?
Ambas as agressões são graves e têm danos nocivos ao alvo do bullying. Por ter consequências imediatas e facilmente visíveis, a violência física muitas vezes é considerada mais grave do que um xingamento ou uma fofoca.
''A dificuldade que a escola encontra é justamente porque o professor também vê uma blusa rasgada ou um material furtado como algo concreto. Não percebe que a uma exclusão, por exemplo, é tão dolorida quanto ou até mais'', explica Telma Vinha, doutora em Psicologia Educacional e professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Os jovens também podem repetir esse mesmo raciocínio e a escola deve permanecer alerta aos comportamentos moralmente abusivos.
ATITUDES DO PROFESSOR:
1 - O que fazer em sala de aula quando se identifica um caso de bullying?
Ao surgir uma situação em sala, a intervenção deve ser imediata. "Se algo ocorre e o professor se omite ou até mesmo dá uma risadinha por causa de uma piada ou de um comentário, vai pelo caminho errado. Ele deve ser o primeiro a mostrar respeito e dar o exemplo", diz Aramis Lopes Neto, presidente do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade Brasileira de Pediatria.O professor pode identificar os atores do bullying: autores, espectadores e alvos. Claro que existem as brincadeiras entre colegas no ambiente escolar. Mas é necessário distinguir o limiar entre uma piada aceitável e uma agressão. "Isso não é tão difícil como parece. Basta que o professor se coloque no lugar da vítima. O apelido é engraçado? Mas como eu me sentiria se fosse chamado assim?", orienta o pediatra Lauro Monteiro Filho.
Veja os conselhos dos especialistas Cléo Fante e José Augusto Pedra, autores do livro Bullying Escolar (132 págs., Ed. Artmed, tel; 0800 703 3444 begin_of_the_skype_highlighting 0800 703 3444 end_of_the_skype_highlighting):
- Incentivar a solidariedade, a generosidade e o respeito às diferenças por meio de conversas, campanhas de incentivo à paz e à tolerância, trabalhos didáticos, como atividades de cooperação e interpretação de diferentes papéis em um conflito;
- Desenvolver em sala de aula um ambiente favorável à comunicação entre alunos;
- Quando um estudante reclamar de algo ou denunciar o bullying, procurar imediatamente a direção da escola.
2 - Qual o papel do professor em conflitos fora da sala de aula?
O professor é um exemplo fundamental de pessoa que não resolve conflitos com a violência. Não adianta, porém, pensar que o bullying só é problema dos educadores quando ocorre do portão para dentro. É papel da escola construir uma comunidade na qual todas as relações são respeitosas.
''Deve-se conscientizar os pais e os alunos sobre os efeitos das agressões fora do ambiente escolar, como na internet, por exemplo'', explica Adriana Ramos, pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenadora do curso de pós-graduação ''As relações interpessoais na escola e a construção da autonomia moral'', da Universidade de Franca (Unifran).
''A intervenção da escola também precisa chegar ao espectador, o agente que aplaude a ação do autor é fundamental para a ocorrência da agressão'', complementa a especialista.
ATITUDES DO GESTOR
1 - O que fazer para evitar o bullying?A Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia) sugere as seguintes atitudes para um ambiente saudável na escola:
- Conversar com os alunos e escutar atentamente reclamações ou sugestões;
- Estimular os estudantes a informar os casos;
- Reconhecer e valorizar as atitudes da garotada no combate ao problema;
- Criar com os estudantes regras de disciplina para a classe em coerência com o regimento escolar;
- Estimular lideranças positivas entre os alunos, prevenindo futuros casos;
- Interferir diretamente nos grupos, o quanto antes, para quebrar a dinâmica do bullying.
Todo ambiente escolar pode apresentar esse problema. "A escola que afirma não ter bullying ou não sabe o que é ou está negando sua existência", diz o pediatra Lauro Monteiro Filho, fundador da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia). O primeiro passo é admitir que a escola é um local passível de bullying. Deve-se também informar professores e alunos sobre o que é o problema e deixar claro que o estabelecimento não admitirá a prática.
"A escola não deve ser apenas um local de ensino formal, mas também de formação cidadã, de direitos e deveres, amizade, cooperação e solidariedade. Agir contra o bullying é uma forma barata e eficiente de diminuir a violência entre estudantes e na sociedade", afirma o pediatra.
2 - Como agir com os alunos envolvidos em um caso de bullying?
O foco deve se voltar para a recuperação de valores essenciais, como o respeito pelo que o alvo sentiu ao sofrer a violência. A escola não pode legitimar a atuação do autor da agressão nem humilhá-lo ou puni-lo com medidas não relacionadas ao mal causado, como proibi-lo de frequentar o intervalo.
Já o alvo precisa ter a autoestima fortalecida e sentir que está em um lugar seguro para falar sobre o ocorrido. "Às vezes, quando o aluno resolve conversar, não recebe a atenção necessária, pois a escola não acha o problema grave e deixa passar", alerta Aramis Lopes, presidente do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade Brasileira de Pediatria.
Ainda é preciso conscientizar o espectador do bullying, que endossa a ação do autor. ''Trazer para a aula situações hipotéticas, como realizar atividades com trocas de papéis, são ações que ajudam a conscientizar toda a turma.
A exibição de filmes que retratam o bullying, como ''As melhores coisas do mundo'' (Brasil, 2010), da cineasta Laís Bodanzky, também ajudam no trabalho. A partir do momento em que a escola fala com quem assiste à violência, ele para de aplaudir e o autor perde sua fama'', explica Adriana Ramos, pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenadora do curso de pós-graduação ''As relações interpessoais na escola e a construção da autonomia moral'', da Universidade de Franca (Unifran).
quinta-feira, 5 de abril de 2012
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A PÁSCOA E SEUS SÍMBOLOS
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O nome páscoa surgiu a partir da palavra hebraica pessach" ("passagem"), que para os hebreus significava o fim da escravidão e o início da libertação do povo judeu (marcado pela travessia do Mar Vermelho, que se tinha aberto para "abrir passagem" aos filhos de Israel que Moisés ia conduzir para a Terra Prometida). Para os cristãos, a Páscoa é a passagem de Jesus Cristo da morte para a vida: a Ressurreição. A passagem de Deus entre nós e a nossa passagem para Deus. É considerada a festa das festas, a solenidade das solenidades, e não se celebra dignamente senão na alegria [2] . Em tempos antigos, no hemisfério norte, a celebração da páscoa era marcada com o fim do inverno e o início da primavera. Tempo em que animais e plantas aparecem novamente. Os pastores e camponeses presenteavam-se uns aos outros com ovos.
De todos os símbolos, o
ovo de páscoa é o mais esperado pelas crianças.Nas culturas pagãs, o ovo trazia a idéia de começo de vida. Os povos costumavam presentear os amigos com ovos, desejando-lhes boa sorte. Os chineses já costumavam distribuir ovos coloridos entre amigos, na primavera, como referência à renovação da vida. Existem muitas lendas sobre os ovos. A mais conhecida é a dos persas: eles acreditavam que a terra havia caído de um ovo gigante e, por este motivo, os ovos tornaram-se sagrados. Os cristãos primitivos do oriente foram os primeiros a dar ovos coloridos na Páscoa simbolizando a ressurreição, o nascimento para uma nova vida. Nos países da Europa costumava-se escrever mensagens e datas nos ovos e doá-los aos amigos. Em outros, como na Alemanha, o costume era presentear as crianças. Na Armênia decoravam ovos ocos com figuras de Jesus, Nossa Senhora e outras figuras religiosas. Pintar ovos com cores da primavera, para celebrar a páscoa, foi adotado pelos cristãos, nos século XVIII. A igreja doava aos fiéis os ovos bentos. A substituição dos ovos cozidos e pintados por ovos de chocolate, pode ser justificada pela proibição do consumo de carne animal, por alguns cristãos, no período da quaresma. A versão mais aceita é a de que o surgimento da indústria do chocolate, em 1830, na Inglaterra, fez o consumo de ovos de chocolate aumentar.
Por sua grande fecundidade, o coelho tornou-se o símbolo mais popular da Páscoa. É que ele simboliza a Igreja que, pelo poder de cristo, é fecunda em sua missão de propagar a palavra de Deus a todos os povos.
O cordeiro é o
símbolo mais antigo da Páscoa, é o símbolo da aliança feita entre deus e o povo
judeu na páscoa da antiga lei. No Antigo Testamento, a Páscoa era celebrada com
os pães ázimos (sem fermento) e com o sacrifício de um cordeiro como recordação
do grande feito de Deus em prol de seu povo: a libertação da escravidão do
Egito. Assim o povo de Israel celebrava a libertação e a aliança de Deus com seu
povo. Moisés, escolhido por Deus para libertar o povo judeu da escravidão dos faraós, comemorou a passagem para a liberdade, imolando um cordeiro. Para os cristãos, o cordeiro é o próprio Jesus, Cordeiro de Deus, que foi sacrificado na cruz pelos nossos pecados, e cujo sangue nos redimiu: "morrendo, destruiu nossa morte, e ressuscitando, restituiu-nos a vida". É a nova Aliança de Deus realizada por Seu Filho, agora não só com um povo, mas com todos os povos.
Nesta vela, estão gravadas as letras do alfabeto grego"alfa" e "ômega", que quer dizer: Deus é princípio e fim. Os algarismos do ano também são gravados no Círio Pascal. O Círio Pascal simboliza o Cristo que ressurgiu das trevas para iluminar o nosso caminho.
O girassol é uma
flor de cor amarela, formada por muitas pétalas, de tamanho geralmente grande.
Tem esse nome porque está sempre voltado para o sol.O girassol, como símbolo da páscoa, representa a busca da luz que é Cristo Jesus e, assim como ele segue o astrorei, os cristãos buscam em Cristo o caminho, a verdade e a vida.
O pão e o vinho,
sobretudo na antiguidade, foram a comida e bebida mais comum para muitos povos.
Cristo ao instituir a Eucaristia se serviu dos alimentos mais comuns para
simbolizar sua presença constante entre e nas pessoas de boa vontade. Assim, o
pão e o vinho simbolizam essa aliança eterna do Criador com a sua criatura e sua
presença no meio de nós.Jesus já sabia que seria perseguido, preso e pregado numa cruz. Então, combinou com dois de seus amigos (discípulos), para prepararem a festa da páscoa num lugar seguro. Quando tudo estava pronto, Jesus e os outros discípulos chegaram para juntos celebrarem a ceia da páscoa. Esta foi a Última Ceia de Jesus. A instituição da Eucaristia foi feita por Jesus na Última Ceia, quando ofereceu o pão e o vinho aos seus discípulos dizendo: "Tomai e comei, este é o meu corpo... Este é o meu sangue...". O Senhor "instituiu o sacrifício eucarístico do seu Corpo e do seu Sangue para perpetuar assim o Sacrifício da Cruz ao longo dos séculos, até que volte, confiando deste modo à sua amada Esposa, a Igreja, o memorial da sua morte e ressurreição: sacramento de piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade, banquete pascal, em que se come Cristo, em que a alma se cumula de graça e nos é dado um penhor da glória futura" [3]. A páscoa judaica lembra a passagem dos judeus pelo mar vermelho, em busca da liberdade. Hoje, comemoramos a páscoa lembrando a jornada de Jesus: vida, morte e ressurreição.
O bolo em
forma de "pomba da paz" significa a vinda do Espírito Santo. Diz a lenda que a
tradição surgiu na vila de Pavia (norte da Itália), onde um confeiteiro teria
presenteado o rei lombardo Albuíno com a guloseima. O soberano, por sua vez,
teria poupado a cidade de uma cruel invasão graças ao agrado.
Muitas igrejas
possuem sinos que ficam suspensos em torres e tocam para anunciar as
celebrações.O sino é um símbolo da páscoa. No domingo de páscoa, tocando festivo, os sinos anunciam com alegria a celebração da ressurreição de cristo.
Os 40 dias que precedem a Semana Santa são dedicados à preparação para a celebração. Na tradição judaica, havia 40 dias de resguardo do corpo em relação aos excessos, para rememorar os 40 anos passados no deserto. |
sexta-feira, 30 de março de 2012
Reconhecendo os Diferentes Tipos de Violência
Existem vários tipos diferentes de violência: violência sexual, física, psicológica, bullying e outras.
Violência física

Uso da força ou atos de omissão praticados pelos pais ou responsáveis, com o objetivo claro ou não de ferir, deixando ou não marcas evidentes. São comuns murros e tapas, agressões com diversos objetos e queimaduras causadas por objetos ou líquidos quentes.
Alguns Indicadores da Violência Física
O local mais acometido pelos maus-tratos no corpo da criança e do adolescente é a pele. Tipos de lesão incluem desde vermelhidão, equimoses ou hematomas até queimaduras de 3º grau. É comum haver marcas do instrumento utilizado para espancar crianças ou adolescentes: elas podem apresentar forma de vara, de fios, de cinto ou até mesmo da mão do agressor. Nos quadros abaixo temos algumas marcas que sinalizam a violência ocorrida:
Violência psicológicaRejeição, depreciação, discriminação, desrespeito e punições exageradas são formas comuns desse tipo de agressão, que não deixam marcas visíveis, mas marcam por toda a vida.
Negligência
Ato de omissão do responsável pela criança ou adolescente em prover as necessidades básicas para seu desenvolvimento.
Síndrome do bebê sacudido (Shaken Baby Syndrome)
Esta síndrome se refere a lesões de gravidade variáveis, que ocorrem quando uma criança, geralmente um lactente, é severa ou violentamente sacudida.
Podem ocorrer em conseqüência:
• cegueira ou lesões oftalmológicas
• atraso no desenvolvimento
• convulsões
• lesões da coluna vertebral
• lesões cerebrais
• morte
Síndrome de Münchausen por procuração
Entidade relativamente rara, de difícil diagnóstico, caracterizado pela produção intencional ou pela simulação de sintomas e sinais físicos ou psicológicos em uma criança ou adolescente, levando muitas vezes a procedimentos diagnósticos desnecessários e potencialmente danosos.
Violência sexual
Abuso de poder no qual a criança ou adolescente é usado para gratificação

sexual de um adulto, sendo induzida ou forçada a práticas sexuais com ou sem violência física.
Bullying
Bullying é o uso do poder ou da força para intimidar ou perseguir os outros na escola (school place bullying) ou no trabalho (work place bullying). As vítimas dessa intimidação repetida e recorrente são normalmente pessoas que sem defesas são incapazes de motivar outras para agir em seu apoio.
Fonte: http://www.observatoriodainfancia.com.br/rubrique.php3?id_rubrique=8
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De todos os símbolos, o
ovo de páscoa é o mais esperado pelas crianças.
O cordeiro é o
símbolo mais antigo da Páscoa, é o símbolo da aliança feita entre deus e o povo
judeu na páscoa da antiga lei. No Antigo Testamento, a Páscoa era celebrada com
os pães ázimos (sem fermento) e com o sacrifício de um cordeiro como recordação
do grande feito de Deus em prol de seu povo: a libertação da escravidão do
Egito. Assim o povo de Israel celebrava a libertação e a aliança de Deus com seu
povo.
O girassol é uma
flor de cor amarela, formada por muitas pétalas, de tamanho geralmente grande.
Tem esse nome porque está sempre voltado para o sol.
O pão e o vinho,
sobretudo na antiguidade, foram a comida e bebida mais comum para muitos povos.
Cristo ao instituir a Eucaristia se serviu dos alimentos mais comuns para
simbolizar sua presença constante entre e nas pessoas de boa vontade. Assim, o
pão e o vinho simbolizam essa aliança eterna do Criador com a sua criatura e sua
presença no meio de nós.
O bolo em
forma de "pomba da paz" significa a vinda do Espírito Santo. Diz a lenda que a
tradição surgiu na vila de Pavia (norte da Itália), onde um confeiteiro teria
presenteado o rei lombardo Albuíno com a guloseima. O soberano, por sua vez,
teria poupado a cidade de uma cruel invasão graças ao agrado.
Muitas igrejas
possuem sinos que ficam suspensos em torres e tocam para anunciar as
celebrações.